Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia
/ quarta-feira, abril 2, 2025
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Nota sobre a nova classificação da gasolina automotiva como substância carcinogênica para seres humanos

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No dia 21 de março de 2025, a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), por meio da Monografia 180, reclassificou a gasolina automotiva como carcinogênica para seres humanos (Grupo 1). Antes classificada como possível carcinógeno para humanos (Grupo 2B), agora há evidências conclusivas de sua relação com a leucemia mieloide aguda e o câncer de bexiga em adultos, além de forte evidência mecanicista de carcinogênese.

Além disso, há indícios, ainda que limitados (Grupo 2), de que a exposição à gasolina possa estar associada ao desenvolvimento de síndrome mielodisplásica, linfoma não Hodgkin, mieloma múltiplo, câncer de rim e estômago em adultos, e leucemia linfocítica aguda em crianças.

A recente reclassificação da gasolina automotiva como substância carcinogênica para seres humanos pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) reforça a urgência de medidas eficazes para proteger a saúde dos trabalhadores em postos de combustíveis. A Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro) historicamente tem desempenhado um papel ativo na defesa da saúde e segurança dos frentistas, especialmente no que tange à exposição ao benzeno, um componente nocivo presente na gasolina.

Ademais, a Fenepospetro tem se mobilizado para garantir que os postos de combustíveis adotem sistemas de recuperação de vapores nas bombas, visando reduzir a inalação de vapores tóxicos pelos trabalhadores. Essa medida está alinhada com as recomendações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que, diante da nova classificação da gasolina pela IARC, sugere a implementação de processos de trabalho mais modernos para minimizar riscos e danos à saúde dos trabalhadores mais expostos.

A atuação contínua da Fenepospetro e dos Sindicatos dos Frentistas do Brasil é essencial para assegurar que as medidas de proteção sejam efetivamente implementadas, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos os profissionais do setor, exigindo medidas rigorosas de segurança e controle da exposição a substâncias nocivas.

É urgente que sejam reforçadas políticas públicas e normas de segurança ocupacional para minimizar os riscos à saúde dos frentistas e da população em geral. A divulgação dessa nova classificação pela IARC deve servir como um alerta para a necessidade de medidas mais rígidas de prevenção e fiscalização.

A Fenepospetro e os Sindicatos dos Frentistas do Brasil seguem firmes na luta pela saúde e segurança dos trabalhadores expostos a esses agentes químicos, reforçando o compromisso com a defesa da vida e do direito a um ambiente de trabalho seguro.

Eduardo Silva – Secretário de Saúde Fenepospetro

 

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