Diretores do Sinposba estão realizando trabalho de base nos locais de trabalho distribuindo o jornal e informando sobre a Campanha Salarial 2023/2024.
Divulgamos, mais uma vez, matéria do Jornal do Sinposba 148, junho 2023
Patrões não apresentam contraproposta, impasse continua
Alguns patrões, revendedores de combustíveis, representados pelo sindicato patronal, não oferecem nenhum benefício à nossa categoria de trabalhadores e trabalhadoras em postos de combustíveis no estado da Bahia. Só querem manter a exploração da nossa mão de obra sem salários dignos e boas condições de trabalho.
Em plena Campanha Salarial, nossa data-base é 1º de maio, não apresentaram, até agora em junho, nenhuma proposta de reajuste salarial e não demonstram interesse em discutir as cláusulas de periculosidade para lojas de conveniências, domingos e feriados trabalhados. A princípio condicionaram as negociações ao julgamento pelo Tribunal Regional do Trabalho -5 da ação anulatória da Convenção Coletiva de Trabalho 2021/2023, assinada com vícios à revelia da categoria e da Diretoria do Sinposba. O julgamento ocorreu em 26 de maio e a CCT foi anulada por unanimidade, mas até agora os patrões não se pronunciaram com relação à nossa pauta de reivindicações 2023/2024.
Diante deste resultado, o Sinposba vem buscando, em conjunto com o Departamento Jurídico, as medidas cabíveis para restabelecer as cláusulas ora conquistadas e que foram suprimidas, além do reajuste digno das cláusulas econômicas.
Exploração histórica
Há anos o Sinposba denuncia à sociedade e aos órgãos fiscalizadores, Superintendência Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho, que as relações de trabalho entre patrões e empregados sempre foram de conflitos porque muitos empresários se recusam a cumprir a CCT assinada, o que gerou mais de 400 ações na Justiça dando ganho de causa ao Sindicato e aos trabalhadores.
Somos a única categoria da cadeia do petróleo que não tem plano de saúde o que levou o Sinposba a impetrar uma ação na Justiça e que tramita até hoje.
Os péssimos patrões continuam sem oferecer um meio ambiente de trabalho decente, diversos postos não oferecem água potável para consumo, espaços de convivência com armários e banheiros exclusivos, e assentos para momento de descanso enquanto o frentista não está atendendo. Fornecimento de fardas que eram três ao ano, agora são apenas duas, o que obriga os trabalhadores a atuarem com botas e roupas rasgadas, desgastadas com o tempo e fruto do material corrosivo.
Sem benefícios
Para o presidente do Sinposba, Antonio José Santos, “os patrões só pensam nos altos lucros e não olham o lado social que ajuda a enriquecer suas empresas; não fazem nada para beneficiar os trabalhadores e trabalhadoras. Vale lembrar que fomos uma das categorias que não parou de trabalhar na pandemia mas que não obtivemos nenhum retorno, muito pelo contrário, o desrespeito aos nossos direitos aumentou.”
Mobilização
Agora é a hora de lutar, de buscar o que é nosso, pois estamos há 3 anos sem Convenção. Todas as conquistas da nossa categoria foram fruto de muita garra e nossa mobilização essencial para os resultado das campanhas.
A responsabilidade da luta é de toda a categoria, é de cada trabalhador e trabalhadora participando das assembleias e atividades do Sindicato, porque o Sinposba não é só sua Diretoria, somos todos nós. O tempo está passando e vamos cumprir cada etapa da Campanha Salarial mobilizados, buscando intermediação da SRTE e do MPT.
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Editorial
Desrespeito!
Tá na hora de demonstrar aos patrões que é preciso valorizar o trabalho e o trabalhador, que chega de tantas humilhações e assédio moral. Que ao vendermos nossa mão de obra estamos cumprindo nossas obrigações, que os empresários cumpram a deles e respeitem os acordos firmados nas Convenções.
Não é possível que um setor tão lucrativo não reconheça o valor da nossa categoria e não ofereça nenhum benefício a quem gera um serviço de qualidade à sociedade.
Não e possível que se trabalhe nos domingos e feriados sem uma remuneração justa e um salário decente no fim de cada mês.
A Campanha Salarial é o momento de diálogo e não de imposições e avarezas. Queremos negociações justas e respeitosas!
Antonio José dos Santos
presidente do Sinposba