Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia

ATLAS DA VIOLNCIA 2018 CONSTATA QUE A BARBRIE AVANA NA SOCIEDADE BRASILEIRA

Publicado em: 06/06/18

Foi divulgado nesta tera-feira (5),o Atlas da Violncia 2018, do Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea) em parceria com o Frum Brasileiro de Segurana Pblica (FBSP). triste notar que a violncia cresce assustadoramente no pas, diz Ivnia Pereira, vice-presidenta da CTB.

Ela afirma isso porque em 2016 ocorreram 62.517 homicdios no pas, de acordo com o levantamento so 30,3 mortes violentas por 100 mil habitantes, a maior taxa j registrada no Brasil. E para piorar, o estudo constatou que 56,5% dos assassinatos envolvem jovens entre 15 e 29 anos.

Os dados mostram que a ausncia de polticas pblicas para atender jovens, mulheres e negros s faz agravar ainda mais a situao, reala Ivnia. A sociedade precisa dar uma resposta contundente. Vivemos uma guerra dentro do pas.

Foram assassinados 33.590 jovens em 2016, um aumento de 7,4% em relao a 2015, a maioria absoluta de rapazes pretos, pobres, da periferia. Essa notcia preocupa muito porque houve esse crescimento j que em 2015 houve uma queda de 3,6% sobre 2014, assinala.

Entre o total de assassinatos, 71,5% das vtimas eram negras ou pardas. Ou seja, a populao negra tem 2,5 vezes de chances de serem mortas em relao populao branca (40,2 negros por 100 mil habitantes contra 16 brancos por 100 mil).

Cada vez mais o racismo institucional se revela perverso, acentua Mnica Custdio, secretria de Igualdade Racial da CTB. Parece que as polticas afirmativas acirraram ainda mais os nimos dos racistas, que se sentem ameaados com a presena de negras e negros nas universidades, no mercado de trabalho, enfim em lugares onde no era habitual ver-se negros.

Alm do mais, houve crescimento de 6,4% de feminicdios nos dez anos pesquisados. Somente em 2016, foram mortas 4.645 mulheres, um acrscimo de 15,3% sobre 2015. No mesmo ano, as polcias brasileiras registraram 49.497 estupros no pas, sendo que 50,9% das vtimas tinham menos de 13 anos.

J Celina Aras, secretria da Mulher Trabalhadora da CTB, refora os argumentos de Ivnia e de Mnica. Para ela, necessrio retomar as polticas pblicas para atendimento s mulheres vtimas de violncia. Ela defende ainda a manuteno e aprimoramento dos programas sociais que possibilitam uma situao de vida melhor para as mulheres e suas famlias.

Acesse a ntegra do Atlas da Violncia 2018.
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/180604_atlas_da_violencia_2018.pdf

A sindicalista mineira defende ainda o debate sobre as questes de gnero esteja presente nas escolas para que as pessoas possam compreender melhor as diferenas entre os sexos, respeitar as diferenas e saber que todas as pessoas devem ter as mesmas condies de vida, sem medo e em segurana.

A polcia tambm mata muito no pas. As polcias dos estados mataram 4.222 pessoas em 2016, segundo o Atlas da Violncia 2018. Em primeiro lugar est o Rio de Janeiro, onde a polcia matou 538 pessoas, quase o dobro de 2015 (281).

Precisamos envolver toda a sociedade no debate sobre o combate violncia para derrubarmos esses nmeros aviltantes. Pases em guerra no matam tanto quando no Brasil. assustador, conclui Ivnia.

Fonte: Marcos Aurlio Ruy Portal CTB



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