Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia

CONTRA BULLYING, EDUCADORES DEFENDEM PREVENO, COLABORAO E EMPATIA

Publicado em: 06/12/17

Bullying provoca isolamento, baixa auto-estima, dificuldade de aprendizagem, evaso e depresso, entre outras consequncias

So Paulo Para especialistas em educao ouvidos em audincia pblica, no Senado, nesta quarta-feira (6), escolas e educadores devem assumir a responsabilidade pela socializao dos alunos e zelar pelo desenvolvimento de valores humanos nas escolas, para construir ambientes educativos "emocionalmente seguros" livres da prtica de bullying. "A chave levar escolas e professores a assumir responsabilidade pela socializao dos alunos e prevenir o bullying mediante a imediata interveno, pela conversa, debate e negociao", afirmou a professora emrita da Universidade de Braslia (UNB) Angela Uchoa Branco, coautora do livro Bullying Escola e famlia enfrentando a questo.

Segundo ela, casos de agresso e intimidao ocorridos entre alunos exigem ateno e monitoramento contnuo por parte das instituies de ensino e refletem a violncia presente no conjunto da sociedade, estimulada por valores como individualismo, competio e intolerncia. "Ser que estamos reforando a socializao no sentido da violncia, da agressividade, da competio e do individualismo, ou estamos criando condies novas que gerem outro tipo de relao entre as pessoas? Nossa cultura extremamente violenta. Todos ns experimentamos esse tipo de violncia", questionou.

Em contraposio, pais e professores devem estimular relaes baseadas na cooperao e na empatia, dando exemplo de que a colaborao o melhor caminho para a resoluo de conflitos. Casos de hostilidade, humilhao e perseguies sistemticas de alunos contra colegas provocam, segundo ela, uma "lista infindvel" de consequncias, como isolamento social, baixa autoestima, dificuldade de aprendizagem, evaso, depresso, automutilao e at mesmo ideias indutoras de suicdio ou homicdio.

A audincia foi realizada a pedido da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Ela ressaltou pesquisa do Programa Internacional de Avaliao de Alunos que constatou que, no Brasil, 7,5% dos estudantes disseram sofrer alguma das formas de bullying "algumas vezes por ms"; 7,8% disseram ser excludos pelos colegas; 4,1%, serem ameaados; e 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente.

J a procuradora de Planaltina (DF) Isabella Banna, autora do livro Bullying, Homofobia e Responsabilidade Civil das Escolas, destacou que o Brasil conta, desde 2015, com com a Lei 13.185, que institui o Programa de Combate Intimidao Sistemtica (Bullying), mas sem ser aplicado devidamente. Segundo ela, a maioria das escolas ainda desconhece a legislao.

"So poucas as escolas que aderem ou possuem programa de combate intimidao sistemtica. Quando possuem algum tipo de medida, so pontuais, e em razo do prprio dano. O dano j est instaurado. No h nada que se faa anteriormente prtica", afirmou.

Tambm participaram do debate a presidenta da Associao pela Sade Emocional das Crianas, Tania Paris, alm de um diretor e outro professor de escolas do entorno de Braslia, que ressaltaram a importncia da preveno, j que o bullying um tipo de "violncia silenciosa" s percebido quando as consequncias "nefastas" j so sentidas.

Marta criticou deciso do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em setembro, autorizou o ensino religioso obrigatrio nas escolas pblicas. " um espanto colocar religio como matria, num pas laico, como ensino obrigatrio. Agora, querem introduzir sexualidade na aula de religio. Quer dizer, tudo ao contrrio do que se tem que fazer em educao."

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br



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